Muitas são as alterações que estão previstas para o novo ano que agora se inicia, começando no Serviço Nacional de Saúde, passando pelos impostos, pela educação, pelos transportes, pelo serviço de TV… Para os políticos, 2012 traz uma interpretação diferente sobre o que poderá acontecer. Tanto para o Governo como para os partidos que sustentam a maioria, este ano será um ano de viragem, marcado pelas reformas que visam relançar a nossa economia; já para os partidos da oposição será um ano em que a crise se irá agudizar, pois, as medidas que estão a ser adotadas apenas irão trazer mais sofrimento, miséria e desigualdade social. Contudo, o que irá acontecer ninguém consegue prever, nem o Governo nem os seus opositores.
Só a mudança do sinal de televisão de analógico para digital está a levantar muita polémica, tendo já sido assim nos concelhos-piloto. Porém, agora existem aldeias junto às fronteiras onde não irá sequer existir sinal, onde apenas se pôde receber, em meados deste ano, televisão via satélite, com um custo superior a 100¤. Embora este até possa ser um sinal com melhor qualidade, não deixa de causar polémica.
E, afinal, quantas não são as pessoas que chegam ao fim de cada ano com a ideia de “ano novo vida nova”, mas tudo não passa de retórica, ou seja, é uma expressão de circunstância que fica sempre bem dizer, mas que raramente corresponde a uma atitude forte de mudança.
Agora, quero dirigir-me a todos os leitores do nosso jornal, para lhes deixar uma mensagem: que todos possam ter uma vida melhor independentemente das suas condições. Todavia, existem alguns pormenores que serão necessários observar: 1. reconhecer que se tem estado acomodado/a; 2. querer mudar; 3. ter atitudes de mudança; 4. ser perseverante. Pois, não basta dizer que se deseja que com o ano novo venha uma vida nova, sendo, portanto, necessário ter atitudes diferentes para se poderem ter resultados também eles diferentes. E o desafio que lanço a todos os que não estão satisfeitos com a sua vida é o seguinte: adotem atitudes diferentes (positivas) em relação aos anos anteriores.
JOÃO FILIPE
Diretor da Folha de Portugal


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