A mulher tem um poder muito grande na sua “mão”, ou seja, foi-lhe dado o “poder” de gerar uma vida dentro de si.
Durante nove meses, esta carrega dentro de si um ser e, ao longo deste período, o seu corpo sofre alterações, nalguns casos definitivas.
E na hora H, ou seja, na hora do parto, ainda sofre as dores para trazer o “rebento” à luz do dia.
Enfim, todos estes “sacrifícios” parecem mínimos, diante da maravilha de ter nos braços o ser por si gerado.
Sendo esta apenas uma das grandes obras que uma mulher pode fazer, mas digo eu, senão será a maior? No trabalho, a mulher é um ser acima de qualquer coisa, senão observe-se: esta trabalha oito horas por dia e, ao chegar a casa, ainda trata dos filhos, do jantar, apanha e estende roupa…
Tudo isto sempre numa correria e com dinamismo, pois, o seu “poder” de acumular funções, sem nunca perder a sua organização, é único! No amor, a mulher é um ser mais movido pelo sentimentalismo, acabando, muitas vezes, por ser “traída” por este sentimento. Com isto não quero dizer que as mulheres deveriam ser só racionais, mas sim um misto das duas coisas, porque o que tem faltado a muitas é o pragmatismo!
O Dia Internacional da Mulher existe para salientar o facto de muitas não terem ainda o respeito que lhes é devido. Eu, particularmente, consigo entender o porquê da existência desta data, mas preferia que a mesma não existisse, pois, era sinal de que a mulher era respeitada 365 dias por ano.
Contudo, muitas são bem tratadas nesta data e, depois, desprezadas como mães, esposas, trabalhadoras ou, até mesmo, como seres humanos.
A mulher estar em lugares de destaque não é novidade nenhuma, nem deverá espantar ninguém, uma vez que, nas universidades, cada vez mais se vêem mulheres a lutar de igual para igual com os homens; no mercado de trabalho, já muitas conseguiram atingir lugares de destaque nas organizações onde trabalham; muitas também já ocupam lugares de destaque na política mundial; enfim, a competência e o profissionalismo não devem ser “medidos” pelo género humano.
Quero deixar aqui um cumprimento muito especial a todas as mulheres, principalmente às que são vítimas dos “corajosos” agressores, às que são desprezadas pelos filhos e às que são discriminadas no trabalho, apenas porque desejam gerar um ser dentro de si. Para todas, uma frase de incentivo: “levantem a cabeça e lutem, porque, depois da tempestade vem a bonança!”.
João Felipe
Folha de Portugal


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